terça-feira, 20 de março de 2012

Não, não é um post sobre o Dia do Pai.

Ou se calhar até é.
Mas para não dar tanto nas vistas, escrevo-o com um dia de atraso.

Eu não sou muito dada a manifestações de afecto em público. 
E o meu pai também não.
Adoramo-nos, mas não temos aquele tipo de relação que me permita ir ao Facebook ou vir aqui ao blog deixar uma mensagem a desejar-lhe um feliz dia ou a lembrá-lo de que é o meu herói e será sempre o homem da minha vida. Simplesmente, não faria sentido. Porque nós não somos assim.
Não pensem que não gosto o suficiente do meu pai para lhe dizer essas coisas ou para mostrá-lo a meio mundo. Só que me saberia a algo forçado, socialmente acertado, mas verdadeiramente desnecessário.
Nem eu me sentiria bem, nem o meu pai apreciaria. Repito: nós não somos assim.

Temos feitios muito parecidos e, por isso mesmo, muitas divergências, também.
O nosso amor não se vê pelos abraços e beijinhos que (não) damos. Muito dificilmente verão uma fotografia de nós os dois agarrados a sorrir. Mas podem ver-nos com frequência a rir da mesma coisa ou da mesma pessoa. A mandar a mesma piada. A abanar a perna em sinal de impaciência. A andar e falar numa correria. A viver a vida num frenesim. A elevar a voz dois tons acima do necessário quando algo nos desagrada ou não corre como queríamos.

Não, não somos carinhosos um com o outro nem dizemos "gosto de ti". Sabemos que precisamos um do outro e isso basta-nos.

Amor de macaco, diz a minha mãe...




8 comentários:

  1. Há várias formas de expressar o amor :): Gostei!

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  2. Adorei o post!

    Principalmente, porque sorri no fim: a minha mãe diz o mesmo da minha relação com o meu pai!

    Beijinho,
    AC

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    1. LOL. Que engraçado! Nunca pensei que mais alguém usasse essa expressão! Muito menos para descrever uma relação pai-filha... ;)
      Um grande beijinho também para ti, querida.

      P.S. - Ainda bem que gostaste do post. Foi sentido.

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  3. Respostas
    1. Obrigada, linda. Fui sincera, sobretudo. Beijos

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  4. Este post podia muito bem ter sido escrito por mim... até me arrepiei! A relação com o meu pai é igualzinha! E somos tão parecidos que até dói... tanto que eu costumo dizer na brincadeira "que eu sou filha do meu pai eu tenho certeza, já da minha mãe..."

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    1. A minha mãe também diz que seria impossível alguém duvidar da minha paternidade.... bastaria olhar para nós os dois. ;)

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