quinta-feira, 5 de julho de 2012

Vão roubar para outra praça, pá!

Eu só muito esporadicamente leio jornais e nunca vejo o telejornal. As notícias, sei-as pela boca dos outros. Há bocado, quando vinha para casa, deu-me para ouvi-las na rádio. E fui agradavelmente surpreendida com uma conversa mais ou menos assim:

"O Tribunal Constitucional declarou hoje a inconstitucionalidade da suspensão dos subsídios de férias e de Natal. Essa declaração, contudo, já não produzirá efeitos este ano, mas apenas para o próximo".

Até que enfim se fez luz naquelas cabecinhas... Ando eu a dizer isto desde o início desta barracada: um dos princípios basilares do Direito do Trabalho é a proibição de diminuição da retribuição do trabalhador. E aqueles subsídios são considerados retribuição. Três vezes nove vinte e sete, aqueles subsídios não podem ser retirados aos trabalhadores. Duhhhhh!

Eu não sou funcionária pública (nem sequer privada...) e nunca recebi nenhum daqueles dois complementos, mas fico feliz por dizer: para o ano já não mamam mais desta! :P


Só tenho é pena que o Tribunal Constitucional tenha levado tanto tempo para pôr por escrito uma coisa tão óbvia. Agora falta debruçarem-se sobre a ilegalidade da imposição da utilização do Acordo Ortográfico... Só há uma recomendação, caraças! Cadê a lei?!


quarta-feira, 4 de julho de 2012

Já te calavas!

Quando ontem vim para casa ainda estava um sol abrasador e eu vinha no carro a pensar que me apetecia ir dar um "mergulho de fim de dia", mas como estava cheia de dores de cabeça desisti da ideia.
Comentei, então, com o Maridão que este Verão estava a ser muito bom a nível de sol e de calor e que, por isso, ia passar a levar um bikini e uma toalha no carro para fins de tarde como aquele.

E se eu estivesse caladinha, não?!
É que hoje o dia amanheceu bem cinzento...


segunda-feira, 2 de julho de 2012

[suspiro]

I read all the time. Part of my job is words and how they connect. I love to read books and other people's lyrics. The trick is to sing or write about common experiences and, in some way, offer a different angle on them. Then it's a common feeling, but it's a unique way of describing it.


                                                                                                           Gavin Rossdale



Rico filho! Agora ainda gosto mais de ti. 
[suspiro]



Oi? Repete lá?




"Não é preciso entender o Sr. Miguel..."

ENTENDER?! Mas ele está a falar em mandarim é?
Odeio quando fazem isto! Vou mandar criar um anúncio em mirandês, a ver se gostam...
O cliché de gozar com os micaelenses (já expliquei que os açorianos das outras ilhas não têm nada a ver com isso, coitados!) já enjoa. Mas qual é a terra que não tem expressões típicas?!?
Se não é o sotaque, são os dizeres...
Deixem-nos da mão, mas é!

Vou fazer um boicote à Vaqueiro.




Eles são mais que as mães!

Acabei de assistir a um ataque característico do típico "frustrado".
Não foi comigo, mas não me contive e tive mesmo que revirar os olhos. Argh! 
Pelos vistos há-os em maior número do que eu pensava. 
...Tenho medo... 


domingo, 1 de julho de 2012

Quiéquilo?!

Acabei de passar pela TVI e levei com as ancas da Cristina Ferreira pelas vistas adentro. Doeu.
Que diabo é que aconteceu ali? Tem um boi alojado na bacia?!
Matem a pessoa responsável pelo styling da rapariga. Aquilo não era vestido que se lhe pusesse...



A geração enrascada

(autor desconhecido)


"O grande homem é aquele que não perdeu a candura da sua infância…
Pertenço a uma geração que teve de se desenrascar.

Nasci ao som do rufar dos tambores da 2ª Guerra Mundial. Os clarins e as sirenes faziam o toque de à rasca, anunciando mais um bombardeamento.
A Santa da minha Mãe, pariu-me de cócoras. Quando se sentiu à rasca, muniu-se da tesoura e do baraço e fez tudo sozinha. Chegou por casualidade uma vizinha e ajudou aos últimos preparativos, talvez um caldo de galinha velha, que era o prémio de qualquer parturiente. Hoje, as que se rotulam de à rasca têm seis meses de licença de parto. Essa vizinha, que durou cento e tal anos, passou a vida a contar-me isto, vezes sem conta.
Aos miúdos, faziam uns calções com uma abertura na retaguarda, e, quando estivessem à rasca, baixavam-se, o calção abria e fazia-se em escape livre e, andava sempre arejado.

Aos dezoito anos, ainda o comboio passava em Mirandela e tive o azar de fazer cargas e descargas dos vagões para os camiões. Os adubos vinham em sacos de 100 kg, as pernas tremiam mas tinha que me desenrascar. Os mais velhos sabem do que falo, o trabalho era duro incluindo as cegadas, mas… fazia-se tudo a cantar.
A mesma geração, fez as três frentes da guerra colonial, morreram nove mil e quinze mil ficaram mutilados e a cair aos bocados, chamam-lhes Heróis, mas dizem desenrasquem-se.

O 25 de Abril foi feito por essa mesma geração, bons líderes, povo unido e desenrascaram-se muito bem.
Por fim, a debandada da emigração para toda a Europa, atravessando montes e vales íamos chegando a todo o lado. Vivíamos em contentores e barracas, o tacho onde se lavavam as batatas era o mesmo para se lavar o nariz, mas não nos desenrascamos nada mal.

Depois veio a geração rasca. Drogas, rendimentos mínimos e vergonha de trabalhar.

Agora, dizem ser a geração à rasca, querem ser todos Doutores, arrastam-se anos à volta dos cursos, os parques universitários estão cheios de carros de luxo, ficam por casa dos Pais até aos trintas e “quem aos vinte não é, aos trinta não tem, aos quarenta já não é ninguém”.
São uns enrascadinhos, não querem assumir a responsabilidade de uma família, vagueiam de noite, dormem de manhã e a Mãe chama-os para almoçar. O Pai vai recheando a conta, porque um Pai é um banco proporcionado pela natureza.

Eu não quero medir tudo pela mesma rasa e acredito muito na juventude, aconselho-os a que se caírem sete vezes se levantem oito, porque o Governo está à rasca, a oposição está enrascada e a juventude não se desenrasca.
Os que cantam, Homens da Luta, é uma luta sem comandantes e o povo vencido jamais será unido.

Façam pela vida… E, não estejam à espera que o mar arda, para comer peixe grelhado!..."



É fodido reconhecê-lo, mas infelizmente este é um retrato bastante fiel da realidade.
Com louváveis excepções, claro!

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Tirem-me só esta dúvida, sff

Se Portugal ganhasse o Euro...

Saíria da crise?
Baixavam as taxas de desemprego?
Os licenciados deixavam de ter que emigrar para arranjar trabalho?
A pobreza acabava?
Aumentávamos as exportações dos produtos nacionais?
Extinguíamos a dívida pública?
Os portugueses veriam melhorar as suas condições de vida?

É que assistir ao depositar fervoroso de esperança de 10 milhões de pessoas num grupo de homens que, individualmente, ganham mais num mês do que eu num ano inteiro para jogar à bola, fez-me pensar que a salvação estava próxima...

E estava?


quarta-feira, 27 de junho de 2012

A minha vida é melhor que a tua

Odeio quando as pessoas não têm vida própria e querem, por isso, viver através dos outros. Pensar por si? Não... Repetem as ideias dos outros e fazem-nas passar por suas. Decidir por si? Não... Fazem o que os amigos mais "cool" fizerem, que é para estarem no "grupo dos fixes".

Se olharmos para o estilo de vida que levam, verificamos que  tudo o que são é fachada e tudo o que têm são coisas que os levaram a sentir-se importantes, atraentes, desejados, admirados e, sobretudo, invejados. Refugiaram-se naquilo que podem possuir, tamanha é a frustração por aquilo que não podem ser. A necessidade de superioridade não é, portanto, mais que um complexo de inferioridade.

Assim, toca a comprar roupa cara e usar apenas coisas de marca, exigir ao marido um carro bom, estoirar-lhe o cartão de crédito, viver acima das suas possibilidades, apregoar aos sete ventos que o que é seu é que é o máximo: os filhos, o emprego, o aspecto físico, o casamento, a casa, os cozinhados, a vida... Vai-se a ver, é tudo uma farsa.

E o que mais me irrita? Quando uma pessoa normal diz "Ah, eu comprei isto." e o frustrado replica "E eu comprei aquilo. E foi tão caro! Mas é mesmo bom! O melhor que há no mercado!". O que é dele é sempre melhor. Se estás feliz ele está sempre mais. Mas se dizes que tens uma dor de cabeça, ele terá dores no corpo todo. E se dizes que estás com prisão de ventre, responder-te-á que não evacua há mais de um mês. E se mostrares uma unha lascada, vai-te mostrar o dedo partido. 

Ali tudo é mais. Sempre mais. MAIS. :P




E fotos, querem?



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