sábado, 7 de abril de 2012

Emo mood

As voltas da vida

Que conselhos podes dar a um jovem de 26 anos que esteve preso desde os 18 e que saiu em liberdade condicional há três meses?
Um jovem que te vem agora falar depois de estarem mais de 10 anos sem se verem.
Um jovem que conheces desde que nasceu, que viste crescer e fazer asneiras seguidas.
Um jovem que viste juntar-se às piores companhias possíveis, entrar no mundo da droga e definhar...
Um jovem que olhaste de relance, há dois ou três anos, do fim de uma sala de audiências, sentado no banco das testemunhas num processo de tráfico de droga e que tu nem querias acreditar no quão diferente estava...
Um jovem que te vem agora falar na mágoa que sente por o pai nunca o ter ido visitar à cadeia e por agora "fugir" dele...

O que é que lhe dizes sem cair em clichés? "Para a frente é que é caminho"?
Não tenho jeito para essas coisas.
As relações humanas são demasiado complicadas.




sexta-feira, 6 de abril de 2012

Como é que eu não conhecia isto?!

Como?!
Onde é que eu andei nos últimos dois anos? E porque é que ninguém me avisou? Sempre atrasada, eu... :P 




Simplesmente divinal

Vão lá espreitar o que o Maridão cozinhou hoje para o almoço, vão...







Pegamonstros

ou 

"Como há brinquedos da nossa infância que se assemelham 
incrivelmente à realidade dos nossos dias"

Sabem aquelas pessoas que acabaram de nos conhecer, mas que se colam a nós como se fossemos os melhores amigos desde a infância?

Imaginem o seguinte cenário: vão a uma festa em que não conhecem quase ninguém. O anfitrião apresenta-vos a algumas pessoas e tem a infeliz ideia de comentar com uma delas a vossa profissão, a vossa preferência clubística ou até mesmo a vossa orientação política (a sexual, espero que seja evidente!). Essa pessoa apanha a deixa de ter algo em comum convosco - talvez vocês sejam médicos e essa pessoa sofra de artrite reumatóide; ou vocês são psicólogos e essa pessoa tem uma amiga que sofre de depressão pós-parto; ou vocês são benfiquistas ferrenhos e essa pessoa já esteve ao lado do Jorge Jesus e tiraram uma foto que ele autografou; tudo é válido para que comece a produção de "cola peganhenta" - e não mais vos larga a perna o resto da festa. Se vocês já conheciam pouca gente naquela sala, esqueçam a possibilidade de conviver seja com quem for durante o resto da festa. É que o Pegamonstro não vos deixará.

Já sem assunto e aborrecidos de morte (porque aquela é a pessoa mais desinteressante com quem alguma vez se cruzaram), tentam escapar-se devagarinho... "Ai, eu vou ali buscar mais um croquete" ou "Preciso mesmo de encontrar uma casa de banho". Esqueçam. "Eu também já petiscava mais qualquer coisinha" ou "Já agora, vou consigo e aproveito para lavar as mãos". Deixamos de ser um para passar a ser um com um Pegamonstro alapado às costas. E toda a gente na sala vai reparar. Vão ver o vosso ar desconfortável, o vosso sorriso amarelo, o enrolar e desenrolar do guardanapo de papel que têm nas mãos há mais de duas horas e que, naquele momento, já não é mais do que um estraçalhado de fibra de celulose...

A certa altura, o anfitrião aproxima-se de vocês e pergunta-vos se está tudo bem, se já provaram o bolo, se estão a gostar da festa... Vocês só têm tempo de abrir a boca, mas não chega a sair nada porque o Pegamonstro chega-se logo à frente: "Oh Fulano! Porque nunca me disseste que conhecias o Sicrano? Escondeste-me esta pérola porque a querias só para ti, era? Temos tanto em comum que temos mesmo que combinar qualquer coisa um dia destes e levar também o Beltrano!".
"Fuck!", pensam vocês. "F-U-C-K!". E limitam-se a sorrir. Um sorriso bem amarelinho...

Quando, finalmente, os primeiros convidados começam a sair, vocês aproveitam logo a oportunidade e arranjam uma desculpa para se irem embora também. "Ah e tal, foi um dia longo; dói-me a cabeça". Desenganem-se se acharem que o Pegamonstro vai ter pena de vós e aconselhar-vos um Panasorbe e uma boa noite de sono. Primeiro que tudo, dir-vos-á que também lhe dói a cabeça. Mas mais. Muito mais do que a vocês. E depois vai fazer o relato do seu dia, pormenorizadamente, para que vocês percebam como é uma pessoa tão ocupada e como seria impossível alguém alguma vez ter uma dor de cabeça pior do que a sua. E nisso, passam-se mais 45 minutos.

Desespero. Suores frios. Stress pós-traumático é o que vocês ganham à pala do raio daquela festa. Por milagre de Jesus Cristo, a criatura acaba por vos pedir licença para se ausentar e ir "mudar a água às azeitonas". Mais valia ter dito logo "mijar". Seria menos irritante. Mais neandertal, mas menos irritante.
Não é tarde, nem é cedo. Vocês saem mesmo sem se chegarem a despedir do dono da casa. Não faz mal; amanhã explicam. Dizem que tentaram dizer-lhe adeus, mas que ele estava muito ocupado a falar com outros convidados e não quiseram interromper. Vai parecer má-educação, mas antes parecer malcriado do que levar com aquela ameba por mais uma hora ou duas!

Enfim, em casa. Maldizemos a nossa (des)aventura e prometemos a nós próprios que da próxima vez que nos acontecer algo semelhante, seremos mais assertivos. Chega de fazer fretes!
Até ao dia seguinte... em que encontramos o desgraçado do Pegamonstro à saída do hipermercado e ele nos convida para um "cafezinho rápido" porque, já que estamos ali, quer aproveitar para nos fazer uma perguntinha... E nós não temos tomates para lhe dizer "não". Outra vez.

DAMN!
Odeio Pegamonstros.




Para aplaudir de pé, sff!

Ah, GRANDE SENHORA!





  

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Na minha mesinha de cabeceira #2

Acabei este no Domingo:


Demorei tempo demais. Andei atarefada com tanta outra coisa que me desleixei nas leituras. Não foi pela qualidade do livro, a sério! Gostei muito da história, do conceito por detrás da obra! Tive pena que a tradução não fosse assim tão boa... Eu devia ter lido a versão em inglês, para poder saborear aquelas deliciosas expressões sulistas, típicas do Mississipi. Além da tradução, a própria editora também não esteve propriamente no seu melhor, uma vez que lá fui encontrando alguns erros de impressão...
Ah! E foi o primeiro livro que li já escrito ao abrigo das regras do Novo Acordo Ortográfico. Tenho de confessar que me continua a fazer confusão! :( 


Agora peguei neste:


Para já, prendeu-me. Só posso dizer que é "muito à frente". Não consigo tecer mais nenhum comentário ainda. Mas cheira-me que, no fim, terei muito para dizer...
Eu depois conto.


E cá vieram mais alguns...

Que raio de vício o meu que não me deixa passar por livros sem que me dê ganas de trazer um montão  deles comigo para casa!
Acho que já não tenho cura...

Ontem comprei estes:


(o último que faltava para completar uma colecção do Maridão)




(mais uma tentativa para o fazer gostar de ler; cheira-me que vai acabar é nas minhas mãos...)





(este é para aumentar a minha colecção, claro!)


Contagem decrescente #2


De hoje a precisamente dois meses... me van a decir: "bienvenidos al Mexico!"



O segundo Cavaleiro do Apocalipse

Guitarradas podem não ser o vosso ideal de romantismo, mas que esta música toca na alma, lá isso...!




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