quarta-feira, 27 de março de 2013

Just checking....

... Yep.
Isto continua às moscas.


terça-feira, 12 de março de 2013

Gostam dos ABBA?

Então curtam esta, alto e a bom som! 




quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Assar sardinhas logo de manhã?!

Todos nós já acordámos pelo menos uma vez na vida com a música mais estúpida de todos os tempos a ressoar-nos na cabeça, certo?

Adivinhem o que é que o meu subconsciente não pára de cantar em modo repeat?




What the hell is wrong with me?!?! 


terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Mean sleep

Já não ouvia isto há séculos, mas recentemente veio-me a melodia à cabeça e nunca mais parei de a cantarolar (inside my own head, claro está; que a voz é de cana rachada).

E o título da canção? Como é que eu chegava lá, diabo? Já tinha sabido até cantá-la de cor, mas isso foi no ano da graça de 2001. E como é que eu tenho a certeza da data? Porque estava no 1° ano de faculdade, a minha vida era uma seca e eu passava os serões de domingo a ver a Operação Triunfo (primeira edição) na RTP1. Num dos programas puseram um casalito a fazer um dueto (agora que penso nisso, bem ao estilo da Fanny e do João M.) com esta canção e eu fiquei vidrada na dita cuja.
E porquê, perguntam-me V. Exas.? Porquê? Porque o meu rico Lenny é metade desta laranja...

Depois de muito remexer na internet, virá-la do avesso e sacudir-lhe o pó, ei-la:


Ai, Lenny, Lenny!!! Que eu não me importava nada de ter sonhos "maus" contigo...



segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Personificações de que eu gosto

Os livros gostam de ser amados,
de ser lidos e lembrados
e de crescer com os meninos
com que foram embalados.                        
Os livros têm um sonho:
o de ver outros livros nascer
para que a paixão da leitura
não possa nunca morrer.

  José Jorge Letria

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Morrer português


"Na terça-feira. D. Claudete, 92 anos, saco de compras na mão, vinda do supermercado, finou-se em pleno passeio público, com um AVC fulminante.

D. Claudete vivia sozinha. A irmã, um pouco mais nova, está moribunda no hospital há meses. Resta uma sobrinha, desempregada.

Foi ela que tratou do enterro. D. Claudete tinha uma reforma de 200 euros e nenhuma poupança. O subsídio de funeral foi cortado. A sobrinha, sem dinheiro, teve de optar pelo funeral em campa rasa.

No Alto de São João, vai D. Claudete em seu caixão de pinho, quando um funcionário do cemitério tenta pregar um número identificativo no esquife. O homem da funerária impede-o. “O caixão é para devolver”, diz. O funcionário acompanha então o escasso cortejo, de quatro pessoas, com um pau na mão e em cima o número identificativo.

O padre, por sua vez, pergunta se as quatro pessoas presentes são católicas praticantes. Nenhuma é. O padre decide então que não vai acompanhar o féretro. Um dos presentes explica ao padre, com alguma irritação, que ele está ali por causa da senhora, católica praticante, e não pelos presentes, e que é sua obrigação acompanhar D. Claudete à sua última morada.

O padre permanece na sua recusa, até que a mesma pessoa lhe pergunta quando custa ir até à campa rasa. 150 euros, responde a santa alma. Recebido o dinheiro, o padre decide-se então a avançar.

Há uma escavadora que vai abrindo buracos, que hão de servir de campas rasas, uns a seguir aos outros. Há terra revolvida e, com a chuva, muita lama. Os sapatos enterram-se na lama que há de cobrir os mortos sem posses.

Chegada à sua última morada, D. Claudete é retirada do caixão e colocada no fundo da campa, através de cordas. O padre, contrariado, lembra que do pó viemos e ao pó voltaremos. Os coveiros cobrem rapidamente de terra D. Claudete. O funcionário espeta o pau com o número da campa de D. Claudete. Ao lado, outras cinco covas esperam os seus destinatários. A escavadora não para. Paf! Paf! Paf! Contas por alto, só nesse dia havia 45 covas aguardando os donos a quem o progresso da nação não bafejou.

O homem da funerária leva o caixão para futuros interessados. Um amigo da sobrinha desempregada paga parte dos 1100 euros que custa, ainda assim, um funeral em campa rasa.

Está uma chuva miudinha. Os sapatos estão cheios de lama. Os quatro acompanhantes de D. Claudete regressam lentamente à vida. Entre eles, não está o ministro das Finanças, que não foi ao enterro porque não conhecia D. Claudete, nem conhece milhares de outras D. Claudetes que, um dia destes, se vão finar subitamente no passeio público ou em casa na solidão. E que só poderão ser enterradas em campa rasa, porque o subsídio de funeral foi cortado e já nem chega para tanto."


Por Nicolau Santos




Um enterro "a corpo frio" (recordemos que o caixão serviu apenas de meio de transporte até à cova, tendo sido devolvido de imediato para ser depois reutilizado com outro desgraçado qualquer), com uma centena paga ao padre e uma milena aos gajos da funerária. Deve ser giro morrer em Portugal quando se é pobre...


terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Contas de "sumir"

Fluoxetina + Mirtazapina + Diazepam 
=
 Prozac + Remeron + Valium 
eu não me consigo levantar

(...)





quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

A razão pela qual mantenho certas amizades no Facebook

Para ler coisas destas.

A propósito de uma fotografia em que duas amigas posam abraçadas e com ar feliz, estes são os comentários deixados pelas próprias:





segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Subsídio de férias e de Natal - pagamento fraccionado (IMPORTANTE)

Juro que estou farta de tanta e má produção legislativa!
Ai de mim se todos os dias de manhã, quando me sento à secretária, a primeira coisa que eu fizesse não fosse consultar o Diário da República e o Jornal Oficial da Região Autónoma dos Açores.

Foi hoje publicada a Lei n.º 11/2013, que vem estabelecer  um regime temporário de pagamento dos subsídios de Natal e de férias para vigorar durante o ano de 2013. Mais trabalho aqui para a je.
Como tem sido um assunto polémico e de grande interesse, decidi vir aqui fazer uma boa acção e prestar um bocadinho de serviço público, já que este regime tem uma pequena nuance: pode ser expressamente declinado pelo trabalhador no prazo de 5 dias! Cinco dias a contar de amanhã, que é quando a lei entra em vigor.
Portanto, meus amigos, quem não estiver de acordo com as regras que agora vos passo a resumir, é favor entregarem o quanto antes à vossa entidade patronal um documento escrito a decliná-las.

Então, FYI:


1.    Este diploma vem estabelecer a obrigatoriedade de as entidades patronais procederem ao pagamento dos subsídios de Natal e de férias de forma fraccionada no ano de 2013. Entra em vigor a 29 de Janeiro de 2013 (embora os seus efeitos se reportem a 1 de Janeiro de 2013) e vigora até 31 de Dezembro de 2013.

2.  Este novo regime não se aplica aos contratos a termo (certo ou incerto), nem aos contratos de trabalho temporário. Em relação a estes tipos de contrato, o pagamento fraccionado só ocorrerá se houver acordo escrito entre as partes a dispor nesse sentido.

3.    O pagamento do subsídio de Natal deve ser feito da seguinte forma:
a)     50% até 15 de Dezembro de 2013
b)    50% em duodécimos ao longo do ano de 2013

4.    O pagamento do subsídio de férias deve ser feito da seguinte forma:
a)     50% antes do início do período de férias
b)    50% em duodécimos ao longo do ano de 2013

4.1. NOTA 1: se o gozo das férias for interpolado, os respectivos 50% do subsídio serão pagos proporcionalmente a cada período de gozo.
4.2. NOTA 2: nenhuma destas regras se aplica aos subsídios relativos a férias vencidas antes da entrada em vigor desta lei (29/01/2013) que se encontrem por liquidar.

5.    Se o contrato de trabalho cessar antes de 31 de Dezembro de 2013, o empregador pode proceder à compensação de créditos quando os montantes efectivamente pagos ao trabalhador a título de subsídios de Natal e de férias excedam os que lhe seriam devidos.

6.     Durante o ano de 2013, as normas do Código de Trabalho relativas aos prazos de pagamento do subsídio de férias e do subsídio de Natal ficam suspensas, aplicando-se os prazos agora previstos.

6.1. NOTA: Nos contratos a termo (certo e incerto) e de trabalho temporário, porém, aquelas normas só ficam suspensas se houver acordo escrito quanto ao pagamento fraccionado dos subsídios.

7.    Sobre os subsídios de férias e de Natal pagos em duodécimos é feita retenção autónoma e estes não podem, para efeito de cálculo do imposto a reter, ser adicionados às remunerações dos meses em que são pagos.

8.     As regras dispostas nesta lei podem não ser aplicadas se o trabalhador se manifestar expressamente em contrário no prazo de 5 (cinco) dias a contar da data em vigor da mesma (29/01/2013). Se isso acontecer, a esse trabalhador aplica-se, pela seguinte ordem:  as cláusulas de IRCT e de contrato de trabalho que disponham em sentido diferente ou, na falta destas, o regime previsto no Código do Trabalho.

9.    Esta não lei não será aplicável aos casos em que se estabeleceu o pagamento antecipado dos subsídios de férias e de Natal por acordo anterior à sua entrada em vigor.



Para quem quiser ler a versão oficial do Diário da República, deixo-vos o linkhttp://dre.pt/pdf1sdip/2013/01/01900/0054000541.pdf






terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Dos 30

Acordei a sentir-me estranha. Ou melhor, deitei-me assim.
Sempre achei que o dia do meu 30º aniversário ainda estava muito longe. Afinal não estava. Tenho 30 anos. 30. Saí da casa dos vintes.


A ideia ainda não me tinha atingido até há cerca de duas semanas, quando, do nada, a minha querida mamã (palmas para ela neste dia por todo o esforço despendido e dores sofridas - contam os anais da história que foram 30 horas de trabalho de parto) se virou para mim com uma cara alarmada e me disse: "Que horror, estás quase a fazer 30 anos!". Eu sei o sentido que ela quis colocar na frase, mas caiu-me que nem uma bomba. É que ela diz que só se sente velha (tem 51 anos) quando olha para nós, filhos, e vê o quanto crescemos. Percebo, por isso, que para ela os meus 30 signifiquem que a idade está a levar-lhe a melhor.

Quando eu era pequenina e a minha mãe tinha 30 anos, lembro-me de olhar para ela e achá-la com "ar de mãe". Ou seja, achava-a velha o suficiente (na idade e no aspecto) para ter 2 filhos, um deles já na 4ª classe (aqui a je). E olhem que atendendo à época, ela nem sequer foi mãe assim tão cedo! Quando eu nasci já ela ia fazer 22 anos, estava casada e era uma mulher feita (pelos vistos, na altura as coisas passavam-se assim). Aos 22 anos estava eu em Lisboa ainda a estudar e o casamento era um plano a longo prazo. De facto, hoje em dia as coisas arrastam-se e protelam-se no tempo: primeiro estuda-se (os meus pais não andaram na universidade), arranja-se emprego, poupa-se dinheiro, compra-se uma casa, casa-se, espera-se uns 3 anos e só depois se tem filhos. Isto numa linha de pensamento dita "normal", ou melhor, segundo o percurso de vida que eu escolhi traçar e cumprir. Conclusão:  segui os planos todos e estou para aqui a ganhar teias de aranha! :P 

Eu costumava fazer contas de cabeça para saber que idade teria quando chegasse o famoso "ano 2000". Dezassete! Teria 17 anos! Uma mulher, pensava eu. Na verdade, era eu uma pita imberbe, como me relembram as fotografias dessa noite de 31/12/1999 para 01/01/2000. Se aos 17 eu já seria crescida, imaginem como é que eu achava que seria aos 30... Velha. Acho que a palavra certa é esta: velha.
O facto é que quando celebramos os 25 ficamos com a noção de que estamos mais próximos dos 30, mas que ainda temos tempo... Julgo até que mesmo aos 29 ainda nos sentimos "novos". Tudo muda com os fatídicos algarismos 3 e 0.

Portanto, de ontem para hoje eu passei de nova a velha. Faltam-me os filhos. :)


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