quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
A Pêpa foi à aldeia
Aqui entre nós, não vejo mal nenhum em sonhar com uma Chanel.
Mas querer, querer... eu queria era a Birkin Bag da Hermès. E o modelo de que eu mais gosto custa nem mais, nem menos, do que $ 86.950, o que equivale à módica quantia de pouco mais de € 65.000,00.
Mas não. Não é esse o meu desejo para 2013.
Esta desgraçada é que as tem todas:
Se a inveja matasse... estavas morta e enterrada, querida Victoria. :P
Os e-mails que eu recebo
A propósito da cobrança judicial de uma dívida a um cliente da minha cliente e perante a estratégia que propus:
"Boa tarde Dr.ª Carla,
Penso que seja uma solução viste que o cliente não deu importância a carte que enviou. Falei com a Dr.ª X e vamos propor uma pagamento mensal."
Gosto tanto de ler estas coisas... sobretudo quando imagino a criatura a falar como escreve. Que o faz!
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
Com um nó na garganta...
... e um aperto no peito.
É assim que me sinto a cada 10 minutos, sempre que me lembro que amanhã de manhã tenho que ir deixar a Emma no veterinário para ser esterilizada.
Sei que é para o bem dela, mas não deixa de ser uma cirurgia e apoquenta-me saber que a vão cortar, remexer, coser...
O pior é que ela tem de passar lá a noite para observação. A minha princesa nunca dormiu uma noite fora de casa! Ainda por cima vai estar enjaulada, rodeada de cães barulhentos, sem a sua mantinha para se aquecer e sem os meus beijinhos para a a adormecer. :(
No sábado logo de manhã vou buscá-la para vir para o conforto da sua caminha e para receber mimos. Não quero que passe lá mais tempo do que o estritamente necessário!
O que me está a partir o coração é pensar que posso ter que deixá-la a chorar (ela não se põe a ganir de forma irritante como os outros cães; ela chora a sério, num gemido baixinho) por ficar lá sozinha. É certinho que vou sair de lá a chorar também.
E nem se atrevam a vir falar-me de "humanização do animal" ou sequer sugerir que a trato como um bebé porque a vejo como o(a) filho(a) que ainda não tenho! Só quem nunca teve um animal de estimação é que pode pensar assim. Um animal de estimação a sério, daqueles que são nossos amigos e nunca nos deixam ficar mal. Daqueles que nos aliviam o stress quando chegamos cansados do trabalho. Daqueles que presenteiam com muitos beijinhos como agradecimento por lhe termos dado uma guloseima ou por termos passado meia hora juntos a brincar.
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
Memórias de um divórcio
A mulher sai de casa deixando as filhas com o respectivo pai.
Muda-se para casa da mãe e alega que o marido a chama puta e que a acusa de ter outro homem. Afirma que quando tentam conversar terminam sempre a discutir e a insultarem-se mutuamente, e que, por isso, caiu em depressão.
Diz que não quer ver as filhas (de 5 e 12 anos).
Elas procuram-na, mas recusa-se a estar com elas. Passa por elas na rua e finge que não as conhece.
Começa a levar a vida de solteira que sempre quis ter.
Passados seis meses ainda não reviu as filhas.
Procura um advogado e manda-o instaurar uma acção de divórcio.
O marido, por sua vez, vê-se obrigado a procurar também aconselhamento legal, de forma a poder defender-se das acusações que lhe são feitas e, de lágrimas nos olhos e voz soluçante, inicia uma história que reza assim:
Ela começou a apresentar alterações de comportamento: exaltava-se com facilidade e batia nas filhas de forma exagerada, gritando-lhes e ignorando-as depois quando choravam por pensarem que a mãe já não gostava delas.
Depois, começou “tratar-se” com curandeiros, pois achava que alguém lhe andava a “fazer males”.
A família começou aperceber-se de que era provável que ela sofresse de depressão e tentaram fazer com que procurasse ajuda médica. Marcaram-lhe várias consultas e, finalmente, numa delas, foi-lhe diagnosticada doença bipolar. Ela, porém, recusou-se a fazer qualquer tipo de tratamento e a tomar a medicação que lhe foi prescrita.
As suas atitudes mudaram de tal forma que resultaram num internamento compulsivo, no âmbito do qual, por ordem das autoridades de saúde, foi conduzida pela PSP ao Hospital e, posteriormente, internada numa clínica psiquiátrica. Por lá permaneceu cerca de duas semanas. Enquanto esteve internada, nunca quis ver ou falar com a família; nem sequer com as próprias filhas.
Deram-se, então, as alterações drásticas: revoltou-se contra a família, dizendo serem a causa de todos os seus problemas, e abandonou o marido e as filhas.
Não telefona às filhas nem as procura. Diz mesmo que não quer saber delas para nada. É o pai das meninas quem trata de tudo o que a elas diz respeito: escola, refeições, higiene e vestuário. Agora são elas que nem querem ouvir o nome da mãe.
Entretanto, e passado um ano desde a entrada do processo de divórcio no tribunal, eis que é marcada a audiência de julgamento...
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Oi?!
Alguém me sabe informar quem foi o personal stylist que teve a brilhante ideia de vestir o Leonel Messi de uma forma tão... tão...tão... (faltam-me as palavras)...?
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
2013 chegou
E com ele planos para:
- Deixar de tomar medicação para maluquinhos;
- Deixar de fumar;
- Conceber um bebé;
- Adaptar-me à minha vida de gente normal, com horários decentes, refeições frequentes e tempo para concluir todas as tarefas diárias;
- Voltar aos meus crafts, que as telas, os pincéis, os moldes, os tecidos, as caixinhas, os vernizes, a máquina de costura e o tricot estão abandonados num canto;
- Manter impecável o carro novo (sempre limpinho e sem um risquinho que seja!);
- Receber em Agosto a prima/afilhada casadinha de fresco (numa praia no Hawaii);
- Ir em Setembro em busca de um destino paradisíaco onde possa comer, beber, dormir, apanhar sol e banhar-me;
- Continuar a mimar a minha Emma até à exaustão;
- Cozinhar mais;
- Iniciar um novo projecto de decoração de bolos;
- Receber os amigos em casa mais vezes;
- Ler mais (nunca havia pensado escrever estas palavras em dias de minha vida...);
- Ir com mais frequência ao cinema (2 vezes por ano não é justo para o Maridão);
- Tentar ganhar coragem para doar a roupa que já não uso (mas... e se eu volto a gostar dela?);
- Manter-me nos 50 kg;
- Dar mais atenção ao Descomplicómetro;
- Retomar o projecto Descomplifashion;
- Filmar mais tutoriais de maquilhagem;
- Acordar mais cedo ao fim-de-semana (10h30/11h00 é o limite!);
- Ganhar o primeiro prémio do Euromilhões;
- Continuar feliz ao lado do meu marido;
- Constatar todos os dias que a família e os amigos permanecem felizes e saudáveis;
- Passar o fim de ano de barrigão e metida num vestido deslumbrante que não me faça parecer uma saca de batatas;
- Entrar em 2014 ainda mais feliz!
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
Dezembro
Passou a voar e eu nem coloquei os pézinhos aqui no coiso.
Nem neste, nem noutro qualquer. Tenho muita leitura para pôr em dia...
Como se previa, foi um mês de mudanças. Começo a aproximar-me aos poucos daquilo que é commumente aceite como "uma pessoa normal". Horários de gente, um emprego (em vez de mil trabalhos diferentes) e uma vida familiar mais saudável. Se me arrependo? Para já, não. Aprecio esta calma e paz de espírito. Gosto de não andar para trás e para diante o dia todo. Gosto de acordar e saber que me vou sentar a trabalhar com a cabeça assente no que estou a fazer e não naquilo que ainda tenho para fazer. Gosto, sobretudo, de não ter que me cruzar/conversar/perder tempo com centenas de pessoas por dia.
Em suma, estou a ficar uma menina crescida. Os 30 aproximam-se a passos largos...
30?! 30?! Ninguém tem 30 anos, caramba!
Lá por casa, tudo bem. Ainda não há bebés (para um bom jogo são precisos treinos intensivos) e vamo-nos entretendo com a Emma que está, ela própria, uma senhorita. Acabou-se a cachorrinha. Tenho uma adolescente rebelde em casa. E um "pai" que reclama, reclama, mas faz-lhe as vontadinhas todas...
O mundo não acabou e eu não presenciei, portanto, o apocalipse. Resta-me esperar que sejam reveladas mais algumas previsões proféticas para aguardar ansiosamente pelo dia em que darei um tiro nos meus próprios cornos de tanto tédio por voltar a assistir à irritante inundação de posts sobre o assunto no Facebook.
O Natal... já passou. Foram dois dias. Um deles gasto nas compras, praticamente. Havia planos para mais cabazes este ano. Mas ficaram por isso mesmo: planos... Quero dizer, os preparos estão lá, eu é que não fiz nada. Mas, como dizem nuetros hermanos, até aos Reis é Natal. Pode ser que calhe algum presentinho fora de horas a alguém. ;)
Soube a pouco e sem sal, na verdade.
O final do ano aproxima-se e não tenho grandes resoluções para 2013. Ando com a alma um bocadinho adormecida. Acho que esta época já não me encanta tanto como antes... confesso que até me deixa um bocado nervosa. But then again... I'm not normal, remember? :P
Pode ser que em Janeiro as minhas energias voltem redobradas...
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