... usaria ESTES.
Sim, estes. Que era os que eu queria, mas que já não consegui comprar. Rosa-Clará. Lindos de morrer!
No que toca aos sapatos, casei frustrada. Eu explico:
Meses antes (vários meses) encontrei uns sapatos na ZARA que adorei e que estavam super baratos (€ 29,90, acho eu). Eram roxos, mas perfeitos. Roxos. Mas concebi logo um plano mirabolante de os forrar com um tecido semelhante ao do vestido. Afinal de contas várias pessoas forram os sapatos para ocasiões de cerimónia. Exequível, pensei eu. Roxos, relembro-vos...
Foram os sapatos cerca de um mês antes do grande dia para o sapateiro. Senhor de confiança da minha sogra, que o dizia "um artista!". Quando os fui buscar, ia tendo um chilique! Nem sei como não comecei a chorar (se calhar até chorei, mas agora não me lembro...)! Estavam horríveis! Em vez de ter usado o tecido todo que lhe entreguei, o parvo achou de poupar e não forrou até à palmilha, logo, via-se a parte roxa do interior. Colou aquilo tudo mal, às três pancadas. Viam-se os restos de cola, que mancharam o tecido e não dava para disfarçar. O mais engraçado? Nem se via que eram roxos... Mas paguei €20,00 por aquela merda!!!
Levei-os a um outro sapateiro, ainda com esperança de remediar o problema. Afinal, não tinha sapatos suplentes e nem tinha pensado num alternativa. Eu queria era os roxos... Se o primeiro sapateiro fez merda, o segundo espalhou-a com as mãos. Aquilo ficou de maneira que já nem o meu pé cabia dentro. E lá paguei mais €10,00...
Aí, comecei a ficar preocupada. E chateada por ter comprado uns sapatos que já não poderia usar nem bejes, nem roxos, nem cor de burro quando foge! Corri todas as sapatarias da cidade (e arredores), bem como as (poucas) lojas de noiva, à procura de algo que me agradasse. Fui a todo o lado! Não gostei de nada. Nada.
Só se via disto:
E disto:
E eu a pensar que aquela gente tinha toda parado em 1998... Ainda por cima eram todos baixíssimos, que horror! Eu não sei andar com sapatos assim! Resultado: na semana antes do casamento eu ainda não tinha sapatos. Pior! Não tinha perspectivas de vir a ter uns. Cheguei até a ponderar levar os malditos dos roxos/bejes (mal) forrados, com a desculpa de que não se veriam debaixo do vestido...
Naquela semana, a minha tia (e madrinha de casamento) teve que ir a Lisboa em trabalho. Foi incumbida da importantíssima tarefa de me encontrar OS sapatos. E lá foi ela, direitinha à loja Rosa Clará da Avenida da Liberdade, resgatar os meus lindos sapatos das mãos dos vilões dos lojistas. Já não estavam lá. Tinham vendido o último par daquele modelo e não havia tempo para encomendar mais.
Pânico. Desespero. Titia para o El Corte-Inglés. Manda vários mms para eu ver sapatinhos. Escolhemos, entre fotografias e telefonemas, estes em nude da Aldo:
Não eram os meus sapatos de sonho, mas serviram o seu propósito. E eram altos! Que eu não sei andar noutra coisa...
Noiva sofre!